Jornada contra violência acontece em Frederico

Há sete anos é realizada no estado do Rio Grande do Sul a Jornada Estadual de combate à violência sexual de crianças e adolescentes. Na última sexta-feira, dia 11 de setembro, foi a vez de Frederico Westphalen sediar a Jornada. O evento ocorreu por volta das 19h30min no Salão de Atos da Universidade Regional Integrada (URI).

Na ocasião estavam presentes, o Deputado Estadual Fabiano Pereira, que foi quem ministrou os debates da noite; a promotora de Andréa Uequed, representando o Ministério Público Estadual; a jornalista Nelcira Nascimento, representando a Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho; a Coordenadora do Movimento pelo Fim da Violência e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes/RS Mariza Alberton; a conselheira tutelar Maria Salete; o representante da OAB do município João Carlos Bossoni e o coordenador do curso de Direito da URI e coordenador do evento Aquelino Corbari.

A abertura foi a cargo do Deputado, que apresentou dados estatísticos sobre a violência sexual no estado, um dos dados citados, por exemplo, foi de que a cada 4 horas 1 criança é violentada no estado e 8 entre 10 ocorrências é intrafamiliar, ou seja, o abusador é uma pessoa que a família conhece, sendo na maioria das vezes o pai da criança.

 Quem seguiu com os trabalhos foi Andréa, que salientou o papel do ministério público com relação as vítimas, não só no âmbito de julgar, mas também de fiscalizar os abrigos e a situação das crianças. Frisou também a importância da qualificação dos profissionais que atendem as crianças e a ampliação do Disque 100, número de telefone que é usado para fazer denuncias contra abusadores de maneira anônima.

– A um caso que me marcou muito, foi de uma mãe que afirmou não ter problema a filha ser abusada por seu companheiro, para a mãe era melhor ela ser abusada por alguém de dentro de casa do que alguém da rua, além do mais acontecia a mesma coisa comigo, comentou Andréa durante sua palestra.

Segundo os dados mostrados por todos os palestrantes, os abusadores sexuais não possuem perfil que possam caracterizá-los, e muitas vezes ele é de convivência da família, buscando principalmente crianças que são carentes de afeto, se passando por amigo para ganhar confiança. O abusador faz a criança sentir-se culpada pelo que ele fez com ela, passando assim a ameaçá-la.

Mariza emocionou-se, ao mencionar da lei sancionada pelo presidente Lula em 2008 na abertura do 3º Congresso Mundial pelo Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Rio de Janeiro. A lei diz respeito ao combate à produção, venda e distribuição de pornografia infantil, bem como criminalizar a aquisição e a posse de tal material e outras condutas relacionadas à pedofilia na internet. Mariza falou ainda da Operação Turko que foi a maior operação do mundo em combate a violência sexual na internet. “É um grande avanço hoje estarmos combatendo a violência e principalmente a pedofilia na internet, as crianças são muito vulneráveis na internet”, comentou Mariza.

Angélica Aires

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